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Muito se ouve falar sobre dependência emocional e codependência, mas você sabe qual a diferença?

Antes de falar das diferenças, vamos começar com o que ambos têm em comum. Tanto na dependência emocional quanto a codependência podemos observar que há uma pessoa vivendo em função de outra. O dependente emocional e o codependente vivem em relacionamentos disfuncionais, onde sua felicidade e bem estar são medidos de acordo com o relacionamento com a outra pessoa. Geralmente as pessoas se anulam pelo outro e demoram a reconhecer que estão vivendo um relacionamento com essas características.

O termo codependência teve origem quando estudaram a relação dos familiares de dependentes químicos e observaram que os familiares criavam uma dependência emocional com o adicto, vivendo em função do outro, com uma preocupação constante e fixa no dependente, se colocando em um lugar onde sem perceber, acreditava que o outro não conseguiria viver bem ou sair da situação em que está sem sua ajuda.

Já o dependente emocional por outro lado, se anula pelo outro, mas porque acredita que ele não consegue viver sem a pessoa que ele se tornou dependente. Nesses casos, a dependência emocional surge porque há um buraco na alma provavelmente criada após situações de rejeições e abandonos, gerando uma autoestima baixa e por isso acredita que nunca é suficiente para ser amado ou amada e, procura fazer de tudo para agradar o outro, porém no seu inconsciente acredita que será abandonado mais cedo ou mais tarde.

Abaixo um quadro com algumas características de suas diferenças

 

Vale ressaltar que esses tipos de relacionamentos podem ser observados em relacionamentos amorosos, familiares e de amizade também.
E alguns casos as pessoas pensam que estão agindo de determinada maneira porque gostam de agradar e ajudar o outro, e parece algo bom, porém quando esse relacionamento traz sentimentos como ansiedade, depressão, frustração, por exemplo, serve de alerta para avaliar se você não está se tornando um codependente ou dependente emocional e, é importante buscar ajuda.

Psicóloga Claudia Barbieri

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