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O Perigo do Autodiagnóstico

Muitas pessoas, inclusive os jovens, entram no tik tok, youtube e instagram em busca de receitas, notícias de momento, entre outros. Muitas dessas notícias estão associadas à saúde mental. Pois então, muitas dessas notícias sobre saúde mental podem ser equivocadas, podem não ser verdadeiras, e esse movimento está virando modinha entre as pessoas, principalmente aquelas que se identificam com tais características de algum transtorno. Como já se sabe é comum esse hábito de procurar doenças na internet entre os brasileiros.

Se a notícia é sobre o TDAH, aí pronto, vem a famosa frase,  acho que eu tenho TDAH! ou se a notícias é sobre autismo, acho que tenho autismo! Ou seja, acabam se identificando entre um sintoma ou sinal.

Mas afinal, porque tantas pessoas estão se auto diagnosticando pelas redes sociais?

Importante dizer que a internet é um ótimo veículo de informações, mas precisa tomar cuidado com os tipos de sites, e profissionais que estão a frente das informações, são profissionais mesmo ou amantes do disse que me disse? Existem variedades de profissionais falando de algo ou alguma coisa, até que ponto é verdade ou não da informação sobre os sintomas de uma doença?

Quem se lembra do noticiário no Fantástico sobre o TDI- Transtorno Dissociativo de Identidade? Deu o que falar né? Algumas pessoas saíram nas redes sociais dizendo que se identificaram com tais sintomas, e já afirmando que teriam o transtorno. A pesquisa na internet, sobre as doenças, leva a acreditar que os sintomas apresentados são parecidos e que levam o auto diagnóstico da doença ou do transtorno. E essas pesquisas de sintomas sem discernimento, pode levar a inúmeras suposições incorretas, e até mesmo a um tratamento que pode custar caro ao paciente.

Segundo um levantamento do instituto de ciências tecnologia e qualidade (ICTQ), pessoas das classes A e B, com curso superior e jovens são perfis dos pacientes que usam a internet para se autodiagnosticar. Já um terceiro estudo do próprio instituto, cita que 40,9% dos brasileiros fazem autodiagnósticos pela internet. E para estes pesquisadores o imediatismo está entre as motivações, principalmente para as gerações de 16 e 34 anos .

O que seria um autodiagnóstico?

Pode-se definir como a prática de identificar sintomas e doenças no próprio corpo ou também pode ser a auto observações do próprio corpo, juntamente com a pesquisa feita por meios das redes sociais, internet, o paciente tira suas próprias conclusões por si mesmo acerca de uma suposta condição de saúde que ele acredita apresentar.

Quais são os riscos e impactos do autodiagnóstico?

Muito se sabe o quanto as pessoas compram remédios sem receita médica, seja para uma dor de garganta, porque acham que pode estar inflamada ou irritada, uma dor de cabeça intensa, sintomas de

resfriado e também neste cenário à busca na internet de qual remédio pode comprar e o que poderia ser !?.

E nesta busca/pesquisa de sintomas e sinais, o autodiagnóstico está pronto e a pessoa vai atrás das medicações que a própria pesquisa feita por ela, recomendou. Na sacola encontra-se, antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, xaropes e entre outros. Pronto, não precisa mais de um olhar médico!

Em pouco tempo estarei ótimo…! Bem… ! Sem dor … ! Sem febre…! Acredita-se que está melhor. MAS… na realidade, a causa do problema continua no organismo, a pessoa tratou a doença, ou seja mascarou os sintomas, pois a dor e a febre sumiu apenas por causa dos medicamentos que tomou.

Mesmo que você faça pesquisas por sintomas e/ou sinais de doenças não diminui a necessidade de uma consulta médica. Após buscar informações nas redes sociais como internet, youtube, instagram e outros… é necessário procurar a orientação de um profissional especializado para diagnosticar, legitimar e tratar o que você está sentindo.

Apenas um profissional poderá fazer uma avaliação completa, considerando os sintomas e o quadro clínico completo do paciente.

 

MAS, LEMBRE-SE, os meios de comunicação que apresentam conteúdos sobre doenças ou transtornos,  não substituem a avaliação de um médico.

 

Referência Bibliográfica: 

https://exame.com/brasil/40-dos-brasileiros-fazem-autodiagnostico-medico-pela-internet/ 2018

Psicóloga Vanusa Cardoso

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