
O Perigo da Tecnologia
Não há como negar que o mundo mudou drasticamente, principalmente com o avanço da tecnologia. Como pais e educadores, é fundamental entender esse novo cenário e buscar formas de adequar a educação para as demandas atuais. Sempre ouvimos que a educação começa em casa, e o mesmo vale para a educação tecnológica. É dentro de casa que nossos filhos mergulham no mundo virtual, muitas vezes sem querer mais sair.
O que eles realmente necessitam seja aprender a realidade e os desafios emocionais diários (Inteligência emocional). O uso excessivo da tecnologia pode trazer uma série de perigos. Entre os físicos, temos problemas de visão, Já no campo emocional, a ansiedade é um dos efeitos mais notáveis.
Outro fator preocupante é o acesso desenfreado a conteúdos inapropriados para a idade, o que pode influenciar diretamente o comportamento e, até mesmo, a personalidade das crianças, impactando no social, se tornando intolerantes e com dificuldades em lidar com frustrações. A dependência tecnológica, inclusive, já é reconhecida como uma condição médica no Manual de Diagnósticos da Medicina (CID-“Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde”).
O objetivo deste texto é alertar os pais sobre esses perigos e incentivar uma educação atualizada para prevenir problemas e contribuir para a saúde mental das famílias.
Aqui estão três dicas importantes:
1. Limite o tempo diário de uso da tecnologia, como celular, computador, tablet e videogames.
2. Mantenha um diálogo aberto sobre os perigos do mundo digital.
3. Busque equilibrar o uso de dispositivos com atividades físicas e sociais.
Crianças de dois a cinco anos devem se expor a uma hora por dia a celulares e tablets; entre seis e dez anos, o tempo aumenta para duas horas diárias e, para os maiores, a orientação é de até três horas por dia. Todo esse tempo deve ser acompanhado por um adulto.

Psicóloga Miriam Modesto