
Envelhecer com Saúde: A Importância da Estimulação Cognitiva para Idosos
Envelhecer faz parte da vida, mas isso não significa que a gente precise deixar de aprender ou de se desafiar. Pelo contrário! Manter a mente ativa nessa fase é essencial para garantir qualidade de vida e bem-estar.
A estimulação cognitiva ajuda a manter a memória afiada, o raciocínio rápido e a capacidade de resolver problemas em dia. Além disso, pode retardar o declínio cognitivo natural da idade e até prevenir ou minimizar os sintomas de doenças como o Alzheimer e outras demências¹. Técnicas de reabilitação cognitiva são altamente eficazes, proporcionando formas estruturadas de exercitar o cérebro e melhorar a função mental em idosos, especialmente aqueles que podem estar enfrentando algum grau de perda cognitiva.
Mas como colocar isso em prática? Existem várias maneiras de exercitar o cérebro de um jeito divertido e eficiente. Ler, jogar xadrez, fazer palavras cruzadas, montar quebra-cabeças e aprender algo novo, como um idioma ou um instrumento musical, são ótimas opções.
Aplicativos e Jogos Cognitivos também desempenham um papel importante na estimulação cerebral. Ferramentas como o Lumosity, que oferece desafios de memória, atenção e flexibilidade cognitiva, o CogniFit, que propõe exercícios personalizados para diferentes funções cognitivas, e o Peak, com jogos rápidos para treinar memória e raciocínio lógico, são exemplos de como a tecnologia pode ser aliada ao bem-estar mental dos idosos. Outros aplicativos como o NeuroNation, focado na concentração, lógica e memória, oferecem exercícios diários que podem ser incorporados à rotina.
Atividades Manuais e Criativas, como pintura, desenho e artesanato (crochê, tricô, origami, modelagem), também são excelentes formas de manter o cérebro ativo. Essas atividades não só estimulam a coordenação motora e a criatividade, mas também ajudam a trabalhar a paciência e a motricidade fina, componentes fundamentais para a manutenção da saúde cerebral.
Exercícios de Estimulação Cognitiva, como palavras cruzadas, Sudoku, leitura, contação de histórias e até o aprendizado de um novo idioma, são ótimos para desafiar a memória e o raciocínio. Tais atividades ajudam a expandir o vocabulário, melhorar a lógica e aumentar a memória de trabalho.
E não podemos esquecer do contato social! Conversar com amigos, estar com a família e participar de grupos são atitudes que fazem toda a diferença para manter a mente ativa e saudável (Park & Bischof, 2013). A Terapia de Reminiscência, por exemplo, que foca na recordação de eventos passados, fortalece a identidade e a autoestima, enquanto grupos de conversa e jogos cooperativos incentivam o engajamento social e a saúde emocional.
Além disso, cuidar do corpo também é fundamental. Uma rotina equilibrada, com alimentação saudável, atividades físicas e momentos de lazer, contribui diretamente para o bem-estar mental. Exercícios físicos, como Yoga e Tai Chi, trabalham o equilíbrio, o foco e a redução do estresse, enquanto caminhadas ao ar livre favorecem a circulação cerebral e o ânimo. Exercícios respiratórios e meditação ajudam a reduzir a ansiedade e melhoram a saúde mental.
Música e Dança também são fundamentais na estimulação cognitiva, ativando diferentes áreas cerebrais e ajudando na coordenação motora e na memória emocional. Essas atividades podem ser não apenas divertidas, mas também poderosas ferramentas de reabilitação cognitiva.
Olhar para essa fase da vida com carinho e atenção é essencial. Estimular o cérebro, se manter ativo e buscar novas experiências são atitudes que fazem toda a diferença. Nunca é tarde para aprender, crescer e se reinventar!
Na Psicored, a reabilitação e estimulação cognitiva são um dos serviços oferecidos, com programas personalizados para ajudar os idosos a manter a saúde mental e melhorar suas funções cognitivas de maneira eficaz.
Referências:
Bherer, L., Erickson, K. I., & Liu-Ambrose, T. (2013). A review of the effects of physical activity and cognitive training on cognitive and brain functions in older adults. Journal of Aging Research, 2013, 1-8.
Park, D. C., & Bischof, G. N. (2013). The aging mind: Neuroplasticity in response to cognitive training. Dialogues in Clinical Neuroscience, 15(1), 109-119.
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Psicóloga Vanusa Cardoso