PsicoRed

Como encarar o sofrimento?

“Se não está em suas mãos mudar uma situação que te causa dor, sempre poderá escolher a atitude com que encara esse sofrimento.”, essa frase é de Viktor Frankl, autor de diversos livros, entre eles, o mais conhecido é “Em Busca de Sentido”, onde relata sua experiência vivendo durante três anos em campos de concentração. Ao sair desse pesadelo, o neuropsiquiatra apresenta diversas lições aprendidas durante o período, e nos leva a refletir sobre os caminhos que escolhemos seguir durante a nossa vida.

Todo ser humano está sujeito a passar por situações que lhe trazem sofrimento. Desde o sentimento de rejeição porque não foi convidado para uma festa, até a perda de um ente querido ou outras situações mais trágicas. No final, a dor e o sofrimento não podem ser medidos pela situação em si, pois dor é dor.

O questionamento que deve ser feito é: “o que fazer a partir daí”.

Cada ser humano é único e busca seus meios de sobrevivência de acordo com o que se é apresentado. Em casos de dores alguns podem fazer piada de sua própria situação, outros podem evitar olhar para o ocorrido, uma outra parcela de pessoas passa a se definir pela dor sofrida, carregando-a eternamente.

O que os estudos mostram é que nenhuma dessas situações leva para o caminho da cura, que é o momento onde olhamos para as cicatrizes, porém já não há dor ao encará-la.

Também não há um caminho ou roteiro de passo a passo a seguir, pré-determinado, pois afinal, cada ser humano é único. Porém podemos pensar em alguns tópicos importante para reflexão, diante de situações de sofrimento:

 

  • Aceite a realidade. Após o fato, pare de pensar como seria se tudo fosse diferente.

  • Chore de uma vez tudo o que precisa chorar.

  • Não fuja da dor. Aceite que pode levar um tempo até você se recuperar.

  • Não se vitimize. Isso te aprisiona na dor.

  • Existem coisas que precisam ser ditas, porém as circunstâncias não são favoráveis? Escreva como um desabafo, o outro nem sempre precisa saber tudo o que você pensa.

  • Reflita o que a dor te trouxe de aprendizado.

  • Não coloque na condição de sua cura a atitude de outra pessoa.

  • Cuide-se: física e emocionalmente.

E o mais importante: não deixe de buscar ajuda. Procure sua rede de apoio e a ajuda de profissionais.

 

Referência Bibliográfica:

Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. 45. São Leopoldo / Petrópolis: Editora Sinodal/Editora Vozes, 2019.

Psicóloga Claudia Barbieri

Gostou? Deixe um comentário!

Como posso ajudar ?