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A importância do brincar: confira neste artigo os benefícios para as crianças

Doriscélia Gomes Leite Vaz - 11 de junho de 2018

Brincar é uma maneira em que a criança pode experimentar, descobrir, criar e recriar experiências e saberes sobre si e sobre o mundo. Jogos, brincadeiras e atividades lúdicas acompanham o desenvolvimento da civilização humana, observa-se que são muito antigos os indícios destas atividades criadas e vivenciados pelo homem nas mais diferentes culturas, e isto nos remete a ideia de que produzir jogos é produzir cultura, é trazer uma representação variada de símbolos para o universo infantil de forma mais concreta. É no processo de brincar onde ocorrem as maiores possibilidades de aprendizagens, tanto no aspecto formal como informal.

No brincar a criança exercita a imaginação, a forma como a criança brinca, muitas vezes reflete na forma em que ela aprende, como está organizando sua realidade e lidando com suas possibilidades, construindo e reconstruindo.

E é neste espaço em que a criança pode transformar o adulto em criança, o grande em pequeno, enfim é um espaço onde a criança pode simbolizar, e consequentemente compreender suas experiências vividas e desta forma se desenvolver integralmente, em suas habilidades e competências cognitivas, emocionais, intelectuais e motoras.

Para alguns, o brincar pode ser considerado como uma atividade de regras e para outros como uma atividade em que a criança pode pular, brincar, gritar, mover-se, inventar-se ou simplesmente fazer amigos. Segundo Winnicott, 1975 “É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação”.

Dentro da perspectiva histórico-cultural a criança se constitui a partir da interação com o outro, da troca de experiências, favorecendo a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade. Brincar é aprender; na brincadeira, reside a base daquilo que, mais tarde, permitirá à criança aprendizagens mais elaboradas.

Etapas do brincar

0 a 2 anos – evidenciado pelo corpo, nesta fase a criança além de estar adquirindo competências motoras inicia o desenvolvimento de autonomia no andar , rolar, engatinhar , repetição de movimentos como tira-põe, abaixa, levanta, falar portanto suas brincadeiras estão voltadas a exploração do próprio corpo. Contribuindo para construção de sua inteligência e interação social.

Neste período além de garantir um ambiente facilitador para o brincar, também é importante dar limites claros e objetivos para a criança, auxiliando a lidar com a própria destrutividade.

2 a 7 anos – Símbolos e faz-de-conta toma conta do universo infantil e a criança passa a viver diversos papéis sociais, ora é mãe, ora é pai, do mesmo modo tem preferência em brincar com outras criança. Iniciando a aprendizagem em compartilhar seus pertences e respeitar e internalizar regras. Destacam-se  sua preferência por histórias, desenhos. Aprende também a lidar com frustrações, de ter que esperar a vez nos jogos, percebe outras possibilidades de interação e a resolver problemas e progressivamente a usar sua memória de lembranças em situações parecidas. Neste período suas funções cognitivas são constantemente ativadas (memória, atenção).

Na interação do brincar, a criança aprimora sua percepção e estabelece comparativos com seu cotidiano e aprender a lidar  com o real e virtual é um desafio para estes primeiros anos de vida de uma criança.

Diante das novas tecnologias, o uso de smartphones, tablets e outros que passam a fazer parte do cotidiano das crianças. O computador pessoal já é parte dos aparelhos da casa e a criança observa o movimento dos pais, ouve os sons e já inicia correspondências mentais.  Rico em imagens visuais, efeitos sonoros e contagem automática de pontos, são características que explicam a grande aceitação dos jogos eletrônicos, além de ação, emoção e velocidade. porem é fundamental que não interfira nas brincadeiras ao ar livre.

Acredito que no brincar, a criança estabelece uma relação de pesquisador aprimora sua  percepção e estabelece comparativos com seu cotidiano. Desta forma a criança passa a ser reconhecida para além de seu contexto biológico, onde o aprender envolve vivenciar atribuindo sentido ao vivido, é estar inteiro nas interações com as coisas, é poder aprender com o corpo, com a mente, com a emoção. SME/DOT,2015.

No brincar a criança exercita a imaginação, a forma como a criança brinca, muitas vezes reflete na forma em que ela aprende, como está organizando sua realidade e lidando com suas possibilidades, construindo e reconstruindo.

E é neste espaço em que a criança pode transformar o adulto em criança, o grande em pequeno, enfim é um espaço onde a criança pode simbolizar, e consequentemente compreender suas experiências vividas e desta forma se desenvolver integralmente, em suas habilidades e competências cognitivas, emocionais, intelectuais e motoras.

Para alguns, o brincar pode ser considerado como uma atividade de regras e para outros como uma atividade em que a criança pode pular, brincar, gritar, mover-se, inventar-se ou simplesmente fazer amigos. Segundo Winnicott, 1975 “É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação”.

Dentro da perspectiva histórico-cultural a criança se constitui a partir da interação com o outro, da troca de experiências, favorecendo a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade. Brincar é aprender; na brincadeira, reside a base daquilo que, mais tarde, permitirá à criança aprendizagens mais elaboradas.

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